Desde 2001, uma história de cultura, educação e paz tecida ao som do baque virado.
Nascido em agosto de 2001 e batizado sob as bênçãos da Igreja de São Francisco no Coque dia 2 de fevereiro de 2002, o Maracatu Nação de Oxalá floresceu a partir das atividades culturais da Escola Municipal Novo Mangue, um precursor do Programa Escola Aberta.
O grupo foi formado envolvendo crianças, adolescentes e jovens pais e mães, com idades entre 5 e 23 anos, de quatro escolas das comunidades do Coque, Joana Bezerra, Rua da zoada. Somos mais do que um grupo de maracatu; somos uma família unida por um propósito maior, seguindo a tradição religiosa Nagô com as nossas duas Calungas, Dona Irene e Dona Maria.
Fortalecer a confiança e o potencial de cada criança e jovem através da arte e da cultura.
Celebrar e preservar os elementos culturais que formam as nossas raízes e a nossa identidade afro-brasileira.
Fomentar uma cultura de paz e respeito mútuo dentro das escolas e em toda a comunidade.
O nosso repertório é uma rica tapeçaria sonora, composta por toadas de autoria dos próprios integrantes, cantos de domínio público de maracatus tradicionais do Recife, além de afoxés, cocos e cirandas que contam a nossa história através da música.
A nossa música está registada em faixas dos CDs "Arrebentando Barreiras Invisíveis" (Programa Multicultural da PCR) e "Africa- Raízes Sonoras da terra Brasil". Em 2011, produzimos o nosso primeiro CD e o segundo já está gravado e mixado, pronto para ser lançado.
Entre 2008 e 2015, realizámos intercâmbios com a Associação Toda Nação (Bordeaux e Paris), em conjunto com as Escolas Somme e Fracin. Recebemos também apoios de grupos como Macaíba (Nantes-FR), Afon Sistem e Baque Luar (Inglaterra) e Maracatu Pacífico (EUA).
Fomos honrados com o Prémio de Cultura Popular Selma do Coco (MinC, 2018) e o Prémio de Salvaguarda da Cultura Popular (Lei Aldir Blanc, Governo de Pernambuco, 2020).
A nossa jornada é marcada por inúmeras apresentações que levaram a nossa cultura a diversos públicos. Entre 2002 e 2012, marcámos presença nos Tamborzinhos Silenciosos no Pátio do Terço. Vibramos no Rock no Coque, nos pólos de Carnaval do Coque e Brasília Teimosa, e levamos o nosso baque a eventos como o Festival de Cultura de Tracunhaém, o Concurso de Toadas do CEPOMA, a Festa do Caranguejo Uçá na Ilha de Deus, e as Sambadas de Coco do Quilombo do Catucá.
A nossa arte também esteve presente em Feiras de Conhecimentos da Secretaria de Educação do Recife, na Exposição da Casa de Xambá, no Mercado Multicultural, no Teatro do Parque Dona Lindu e em encontros de batuques na Paraíba. Em 2007, participámos na Semana da Educação de Guarulhos-SP, realizando apresentações e oficinas. Cada palco, cada rua, cada evento é uma celebração da nossa identidade.
Legalmente registada como Associação Cultural Nação de Oxalá, as nossas atividades vão além da música. Continuamos a ser um polo de transformação social, oferecendo:
A sua participação e apoio são essenciais para que a nossa nação continue a ecoar o seu baque.